Essa é uma história que está acima de tudo que atrasa a vida.
Um tanto para lá do muro concreto
Meio na beira da imaginação
Equilibrando-se para não perder a razão
Com um pé lá no alto e outro ameaçando sair do chão.
Uma história que queima
Arde
Fere, perdoa, imagina.
Que ainda não caiu em si
Mas já ultrapassou seu limite
E não aceita qualquer que seja o seu palpite.
Vale frisar que está acima, muito acima
Acima do que atrasa, do que apressa
Do que fica sem tempo, que estressa
E de tudo aquilo que faça perder a graça
Da chuva fininha caindo na praça.
Acima de todo e qualquer sujeito
Que não nos faça perder o jeito
Nem nos faça sair do eixo
Já que juntos vemos só o que é nosso
E esquecemos o que é direito
Bonito, bem feito
E temos apenas o que de fato somos.
E somos bem feitos, errados e direitos
Como deveríamos ser.
No molde exato, na fôrma correta
Minha perda de tempo predileta
Compreendemos a única medida que temos
Para sermos nós.
Minha fórmula secreta para fechar os olhos
E viajar...
Ir um pouco para lá do além
Viajar no que é meu
No que eu sou
No que eu quero... No que eu vou...
E os meus pés, tão na realidade
Passeando, voando, voando

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