Delícia é encontrar os amigos.
Observar os que se amam profundamente
E amar amá-los se amando profundamente.
Delícia é ter porque ficar nervoso.
Um nervoso tranquilo
De saber que vai passar
Porque nem nervoso você está.
Impossível é passar raiva por mais de um minuto.
Eles nunca levarão a raiva tão a sério quanto você...
Mas quando a raiva é com um deles,
Ao invés de ficar nervoso, vai rir.
Porque eles fazem um gesto engraçado com a boca
Assim, entortando pro lado
Que significa pedido de desculpas.
E você já nem lembra mais...
Delícia é observá-los felizes de perto
Nunca de longe.
Tê-los sorrindo, chorando, chovendo, brilhando
No nosso colo.
Delícia é observá-los felizes de longe
Com outra pessoa.
Vê-los sorrindo, chorando, chovendo, brilhando
Lá naquele outro colo.
Que é um tanto mais acolhedor que o seu.
Um lado do peito dói
Mas o outro ameniza.
Dói de tê-lo indo,
Mas ameniza ao vê-lo maduro, feliz e entregue.
Conforte-se em saber que aquele conselho que você deu
Sobre o tal último relacionamento amoroso frustrado
Funcionou.
E a lágrima que ontem caiu, outra pessoa cessou.
Como você havia dito.
Delícia é conhecer tão bem uma pessoa à ponto de acertar nos conselhos que oferece.
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