Sabe acordar e fingir que não?
Minto para mim mesma que ainda não abri os olhos
E fecho rapidamente, antes que percebam que menti.
E fecho rapidamente, antes que percebam que menti.
Faço isso todos os dias bem cedinho,
Por não querer de novo o que vai ser.
Por não querer de novo o que vai ser.
Finjo que é noite mais uma vez,
Para não ter que ouvir a voz daquele porteiro chato
Que aparece sempre no mesmo tom batido.
Para não ter que ouvir a voz daquele porteiro chato
Que aparece sempre no mesmo tom batido.
Finjo sempre que o tempo tirou férias e a Terra vai ficar quentinha em casa.
Para a minha consciência não pesar tanto enquanto eu viro e dou outra dormida.
Qual é o problema em adiar um pouquinho? Se eu já sei mesmo o que vai ser...
Para a minha consciência não pesar tanto enquanto eu viro e dou outra dormida.
Qual é o problema em adiar um pouquinho? Se eu já sei mesmo o que vai ser...
Sabe querer sumir, desaparecer
Reduzir-se à floquinhos de nada
Virar a sopa da janta, fugir ou morrer
Reduzir-se à floquinhos de nada
Virar a sopa da janta, fugir ou morrer
Sabe querer outra vida
Mas não poder, por ter nascido em uma?
Mas não poder, por ter nascido em uma?
Sabe não ser de onde é
Mas não saber aonde se encaixa?
Mas não saber aonde se encaixa?
Sabe... Querer sair do sério com fequência, às vezes?

