quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desperdiçando grafite com saudade

 Uma folha
 Um lápis
 Porta aberta para um mundo
 Para um tudo
 E eu só em você

 Você.

(E não saio dessa)

domingo, 15 de maio de 2011

No escuro

 Quando eu preciso de um pouco mais de mim
 Não me aproximo do espelho, mas do escuro.

 Na escuridão das cenas
 Das ruas
 Dos poemas...

 Espelhos são rasos
 Maquiando a sua baixa estima
 Deixando tantos rostos ralos
 Tão mais ralos... Mais ralos ainda

 No escuro, no medo do palpável
 Gente tão pequena torna-se inflamável
 E toda alma antes escondida
 Aparece
 Esconde a carne e mostra a vida

 O escuro nos torna
 Carne, osso
 E alma.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mente Informação

 Escuto
 Um batalhão de coisas
 O tempo todo

 Vejo
 Um batalhão de coisas
 O tempo todo

 Digo sem pensar
 Qualquer coisa
 O tempo inteiro

 Ando pensando em ficar surdo
 Cego
 Mudo
 Antes de pensar

 Quando acordo
 Melhor nem levantar...
 Ignorar o fato do teto trincando
 Outro exército de coisas
 Marchando, marchando

 Informação demais enjoa
 Informação demais atordoa
 Muita informação para uma mente
 Tão pequena, em formação

 Informação barata
 Em peso
 Informação banal
 Em bando

 E sua mente em formação
 Estaciona
 Para na poltrona
 Para assistir mais um show de animação

 Quando der o intervalo
 Dê uma passeada pelos canais
 Começa agora aquele novo programa
 De troca de casais

 Escute só que deselegante
 Tem gente muito grande
 Adorando te ver parado
 Aí nessa poltrona

 Escute só quanta rebeldia
 Tem gente maior ainda
 Adorando ter sua mente em formação
 Pro resto da vida.


domingo, 8 de maio de 2011

E se me perguntarem

 Se eu sei de perfeição
 Não irei mentir

 Eu sei

 Sei que esse termo
 Não deveria existir