Que tudo seja novo.
Que tudo se renove.
É o começo de uma nova jornada.
Chegamos vivos até o fim de mais um ano,
Um ano de desavenças, erros, orgulho, gente chata...
De alegrias, méritos, conquistas, amigos, amores...
Estamos aqui, vivos! Abrindo a porta para mais um ano que bate.
Que no ano novo, tudo se renove!
Renovem seus amores! Mesmo que seja sempre o mesmo, que seja sempre novo.
Renovem suas amizades! Mesmo que sejam sempre as mesmas, que nunca percam o brilho.
Saiba manter tudo que te faz bem.
Seja uma boa companhia para as suas boas companhias.
Fique perto de quem te conforta.
Reúna gente de bem.
Seja firme, pense positivo. Aja positivo.
Não importa se você veste branco, azul, vermelho...
Se quer paz, seja a paz.
Se quer tranquilidade, fique tranquilo.
Se quer amor, dê amor.
Mais um ano foi embora. Como tantos outros já se foram.
Sabe o que você faz com o pano de chão para tirar o excesso da água quando limpa a casa?
Torce, torce, torce.
Faça o mesmo com a sua alma, com o seu espírito. Retire todo excesso.
Tudo que te faz mal ou te magoou durante o ano.
Todas as pessoas que não te fizeram bem.
Tudo que te fez ter aquela pontadinha na garganta, de vontade de chorar.
Tudo que te coagiu ou te diminuiu.
Tudo que for desagradável... Tudo que não vai fazer falta se for deixado de lado.
Torça a sua alma, estude-se a fundo.
Renove-se! Deixe acontecimentos bobos e chatos com um ano que já foi embora.
E que fique por lá.
Alivie-se. Não seja tão duro consigo mesmo...
Aprenda com seus erros.
Engula alguns fatos.
Ria com outros, chore com alguns...
Mas não seja duro consigo mesmo. Você é apenas um ser-humano.
Por isso chora as vezes e erra também.
Você não é uma máquina de méritos. Você tem pontos fracos.
Algumas pessoas são a sua ferida. Transforme essas pessoas em aprendizados.
Aprenda com a sua dor, e eu sei que sempre dói. Alguma coisa sempre sangra.
Mas não se deixe cair, não seja tão duro assim... Levante que já vem chegando um novo ano.
Pense positivo. Aja positivo. Seja positivo. Seja de bem.
Que tudo vai passando... E quando se vê, já foi mais um ano.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Pedaço do texto "À sós comigo"
Passei a tarde inteira conversando comigo.
Rindo comigo, brigando comigo, chorando comigo...
Descobrindo que sou um universo desconhecido, e que cada pessoa é uma caixa.
E que lá dentro existem qualidades e defeitos inúmeros...
Para modificarmos alguma coisa dentro de nós, precisamos saber da existência de tudo que nos compõe.
Precisamos nos enterder com cada pedaço da nossa essência.
Mas, para isso acontecer, precisamos saber qual é a nossa essência.
Em momentos como esse, que encontro-me à sós comigo, percebo que posso ser muito mais eu do que costumo usar.
Rindo comigo, brigando comigo, chorando comigo...
Descobrindo que sou um universo desconhecido, e que cada pessoa é uma caixa.
E que lá dentro existem qualidades e defeitos inúmeros...
Para modificarmos alguma coisa dentro de nós, precisamos saber da existência de tudo que nos compõe.
Precisamos nos enterder com cada pedaço da nossa essência.
Mas, para isso acontecer, precisamos saber qual é a nossa essência.
Em momentos como esse, que encontro-me à sós comigo, percebo que posso ser muito mais eu do que costumo usar.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
"Como chama o nome disso?"
Vai passar.
Viu? Já foi embora.
Não era assombração não, era só a sombra que a luminária faz... Viu?
Calma, é só o vento forte querendo entrar.
É só chuva que vem vindo...
Vou apagar a luz, mas estou aqui do lado... Pode confiar.
A luz do banheiro eu vou deixar acesa, todos aqui têm medo de escuro...
Mesmo que eu não tenha, todos têm.
Aqui todos assistem no 7. Prefiro no 11, mas todos assistem no 7.
"Pulou, pulou"... Passou, já passou... Não foi nada.
Prefiro almoçar uma hora, mas aqui todos comem bem cedo.
Bom, preferir eu prefiro... Mas... Todos comem bem cedo.
De domingo eu queria comer feijão também. Mas no domingo é proibido comer feijão.
Saber o porque eu não sei... Só sei que nunca comi feijão no domingo.
Mas que eu queria, eu queria.
Vem aqui ver o que eu fiz pra você!
Olha o salto que eu vou dar, fica vendo, acabei de inventar! Fica vendo...
1, 2, 3... Olha, olha, olha! Sou um tubarão! Olha!
Viu? Viu? Viu? Vou fazer de novo! Agora com meu super poder de ultra-raio paralisador verde que sai fogo verde!
As gentes grande sabem de tudo! As gentes grande tem um livro na cabeça.
Meu pai é mais inteligente que o seu! Ele me disse que leu o deicionário aulério inteirinho e sabe de cór e saltinado todas as palavras do mundo!
Tava no deicionário aulério um dia né, tava lendo, daí né...
VOCÊ NÃO SABE LER!
Quii não sei o que, meu pai me ensinou ler tá, o deicionário... Quer ver só? Vou ler agora esse livro aqui que ganhei... Ó de desenho!!
TÁ DE PONTA CABEÇA!!!!
Manhêêê
Viu? Já foi embora.
Não era assombração não, era só a sombra que a luminária faz... Viu?
Calma, é só o vento forte querendo entrar.
É só chuva que vem vindo...
Vou apagar a luz, mas estou aqui do lado... Pode confiar.
A luz do banheiro eu vou deixar acesa, todos aqui têm medo de escuro...
Mesmo que eu não tenha, todos têm.
Aqui todos assistem no 7. Prefiro no 11, mas todos assistem no 7.
"Pulou, pulou"... Passou, já passou... Não foi nada.
Prefiro almoçar uma hora, mas aqui todos comem bem cedo.
Bom, preferir eu prefiro... Mas... Todos comem bem cedo.
De domingo eu queria comer feijão também. Mas no domingo é proibido comer feijão.
Saber o porque eu não sei... Só sei que nunca comi feijão no domingo.
Mas que eu queria, eu queria.
Vem aqui ver o que eu fiz pra você!
Olha o salto que eu vou dar, fica vendo, acabei de inventar! Fica vendo...
1, 2, 3... Olha, olha, olha! Sou um tubarão! Olha!
Viu? Viu? Viu? Vou fazer de novo! Agora com meu super poder de ultra-raio paralisador verde que sai fogo verde!
As gentes grande sabem de tudo! As gentes grande tem um livro na cabeça.
Meu pai é mais inteligente que o seu! Ele me disse que leu o deicionário aulério inteirinho e sabe de cór e saltinado todas as palavras do mundo!
Tava no deicionário aulério um dia né, tava lendo, daí né...
VOCÊ NÃO SABE LER!
Quii não sei o que, meu pai me ensinou ler tá, o deicionário... Quer ver só? Vou ler agora esse livro aqui que ganhei... Ó de desenho!!
TÁ DE PONTA CABEÇA!!!!
Manhêêê
Escreva para não explodir
A arte de retirar o coração do meio da caixa torácica e esmagá-lo com vigor em uma folha de caderno.
A arte de transformar sentimentos, tão abstratos, em letras. Palavras. Linhas.
A arte de transportar lágrimas para a ponta do lápis.
A arte de esmigalhar o cérebro, propondo-se a todos os instantes um novo desafio.
A arte de estagnar o amor, o sorriso, o momento. Para sempre.
A arte de inspirar-se.
A arte de sensibilizar-se.
A arte da descrição, a arte de descrever.
Escrever! Descrever!
Dê mãos ao seu coração, logo vem a inspiração.
Permita que seu coração fale!
Permita que seu coração grite!
Permita que seu coração sussurre!
Permita que seu coração bata! Viva! Seja!
Permita-se escrever.
A arte de transformar sentimentos, tão abstratos, em letras. Palavras. Linhas.
A arte de transportar lágrimas para a ponta do lápis.
A arte de esmigalhar o cérebro, propondo-se a todos os instantes um novo desafio.
A arte de estagnar o amor, o sorriso, o momento. Para sempre.
A arte de inspirar-se.
A arte de sensibilizar-se.
A arte da descrição, a arte de descrever.
Escrever! Descrever!
Dê mãos ao seu coração, logo vem a inspiração.
Permita que seu coração fale!
Permita que seu coração grite!
Permita que seu coração sussurre!
Permita que seu coração bata! Viva! Seja!
Permita-se escrever.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Nosso erro
Virou a esquina e sumiu no mundo.
Fiquei ali parada assistindo a sua ida.
Imóvel.
Meu coração berrava de dentro do peito: CORRE, CORRE! AINDA DÁ TEMPO!
Mas meu ouvido estava ocupado demais escutando os escapamentos.
Parei. Não sei por quanto tempo, mas parei. Parei e vi gente correndo apressada.
E eu alí, parando... Ficando... Morrendo... Esperando.
Foi então que veio um moço e me perguntou se estava tudo bem.
Eu disse:
- Moço, você viu? Virou a esquina e sumiu.
Nem se preocupou com despedidas.
Quanto a essa sensação que eu sinto agora, não sei se é dor.
Dor de uma saudade que eu sei que vai chegar, não sei se é pena de mim...
Moço, você viu? Sumiu virando a esquina, só não sumiu de mim.
- Quem era, moça?
E eu chorei para o moço que queria tanto saber...
Disse que era alguém do cabelo bonito, meio assim, sabe? Bagunçado
Que sorria o tempo todo, sabia bem ao certo quando e porque fazer tudo o que fazia.
Terminava com elegância tudo que começava. Não parava em meios-termos.
Não tinha meio-tempo.
Disse ainda que andava correto e na medida, me ouvia sempre e detestava despedidas.
Alquém que me abraçava quando não sabia o que dizer.
Perguntei se o moço sabia quando a gente sente que está errado, mas não quer ouvir isso de ninguém...
Disse que esse alguém sabia. Respeitava meus motivos, meu espaço.
Respeitava meu acessos de ternura, de carência, de loucura.
Respeitava meus dias de fúria, minha tpm.
Respeitava meus defeitos, sempre paciente com meus erros...
Cabia tão certinho no meu coração... Não ocupava espaço demais nem de menos. Era na medida.
Ia tão de acordo com meus sonhos e desejos... Não ultrapassava nem limitava qualquer coisa.
Era um alguém assim, tão perfeito e tão na medida para me fazer feliz... E agora eu estava parada no meio do mundo.
Não estava virando a esquina nem correndo atrás.
E o moço disse:
- Mas moça, esse alguém não existe.
- Como não? Se acabou de virar a esquina...
- Então, moça. Virou, não virou? Aprenda uma coisa: Esquina é igual a máscara que nasce no rosto da gente: Uma hora a gente vira. Uma hora... Ela cai.
Foi então que consegui tirar meu pé do chão e continuar.
Andei, andei, andei.
Pensei, pensei, pensei.
Continuei andando e pensando. Mais pensando que andando.
E já quase parando...
Pensei tanto que achei que conhecia o tal alguém e o tal moço.
O alguém era aquele que a gente acha que conhece, enquanto ele finge que existe.
Sabe? Aquele alguém que a gente espera, mas nunca vem.
E na verdade, nunca virá. Enquanto a gente esperar...
"Para quem não sabe amar... Vive esperando alguém que caiba no seu sonho..."
Perfeito ninguém é. Ninguém cabe no sonho de ninguém.
E no fim, o moço estava certo. O tal alguém não existe.
O nosso erro é imaginar alguém que combine perfeitamente conosco e querer encontrá-lo em outras pessoas.
Não culpe pessoas por não serem idealizações suas.
Apenas as ame como são.
E respeite as mudanças que, sozinhas, decidirem fazer.
Que te amarão de volta.
E quanto ao moço, era apenas a minha consciência entrando em cena mais uma vez e me dizendo o que eu já sabia.
Só faltou pensar (como sempre).
Fiquei ali parada assistindo a sua ida.
Imóvel.
Meu coração berrava de dentro do peito: CORRE, CORRE! AINDA DÁ TEMPO!
Mas meu ouvido estava ocupado demais escutando os escapamentos.
Parei. Não sei por quanto tempo, mas parei. Parei e vi gente correndo apressada.
E eu alí, parando... Ficando... Morrendo... Esperando.
Foi então que veio um moço e me perguntou se estava tudo bem.
Eu disse:
- Moço, você viu? Virou a esquina e sumiu.
Nem se preocupou com despedidas.
Quanto a essa sensação que eu sinto agora, não sei se é dor.
Dor de uma saudade que eu sei que vai chegar, não sei se é pena de mim...
Moço, você viu? Sumiu virando a esquina, só não sumiu de mim.
- Quem era, moça?
E eu chorei para o moço que queria tanto saber...
Disse que era alguém do cabelo bonito, meio assim, sabe? Bagunçado
Que sorria o tempo todo, sabia bem ao certo quando e porque fazer tudo o que fazia.
Terminava com elegância tudo que começava. Não parava em meios-termos.
Não tinha meio-tempo.
Disse ainda que andava correto e na medida, me ouvia sempre e detestava despedidas.
Alquém que me abraçava quando não sabia o que dizer.
Perguntei se o moço sabia quando a gente sente que está errado, mas não quer ouvir isso de ninguém...
Disse que esse alguém sabia. Respeitava meus motivos, meu espaço.
Respeitava meu acessos de ternura, de carência, de loucura.
Respeitava meus dias de fúria, minha tpm.
Respeitava meus defeitos, sempre paciente com meus erros...
Cabia tão certinho no meu coração... Não ocupava espaço demais nem de menos. Era na medida.
Ia tão de acordo com meus sonhos e desejos... Não ultrapassava nem limitava qualquer coisa.
Era um alguém assim, tão perfeito e tão na medida para me fazer feliz... E agora eu estava parada no meio do mundo.
Não estava virando a esquina nem correndo atrás.
E o moço disse:
- Mas moça, esse alguém não existe.
- Como não? Se acabou de virar a esquina...
- Então, moça. Virou, não virou? Aprenda uma coisa: Esquina é igual a máscara que nasce no rosto da gente: Uma hora a gente vira. Uma hora... Ela cai.
Foi então que consegui tirar meu pé do chão e continuar.
Andei, andei, andei.
Pensei, pensei, pensei.
Continuei andando e pensando. Mais pensando que andando.
E já quase parando...
Pensei tanto que achei que conhecia o tal alguém e o tal moço.
O alguém era aquele que a gente acha que conhece, enquanto ele finge que existe.
Sabe? Aquele alguém que a gente espera, mas nunca vem.
E na verdade, nunca virá. Enquanto a gente esperar...
"Para quem não sabe amar... Vive esperando alguém que caiba no seu sonho..."
Perfeito ninguém é. Ninguém cabe no sonho de ninguém.
E no fim, o moço estava certo. O tal alguém não existe.
O nosso erro é imaginar alguém que combine perfeitamente conosco e querer encontrá-lo em outras pessoas.
Não culpe pessoas por não serem idealizações suas.
Apenas as ame como são.
E respeite as mudanças que, sozinhas, decidirem fazer.
Que te amarão de volta.
E quanto ao moço, era apenas a minha consciência entrando em cena mais uma vez e me dizendo o que eu já sabia.
Só faltou pensar (como sempre).
Beleza na sutileza
Adoro o barulho do trem, escuto da minha casa.
Estou escutando agora.
Adoro o cheiro do chá... De erva cidreira
De camomila
De erva-mate.
Adoro o gosto de goiaba e de suco de maracujá.
Tomo sorvete de limão, sempre.
Adoro o cheiro da minha avó e da casa dela.
Adoro o jeito que ela coloca as mãos sobre o colo, tão pequenininha.
Reparo na cor do cabelo dos outros.
Reparo na cor do joelho dos outros.
Reparo no som que fazem quando estão comendo.
Reparo no que fazem com as mãos enquanto falam.
Reparo o sorriso, reparo o rosto.
Reparo na bochecha dos outros e se ficam vermelhas às vezes.
Reparo.
Encontro beleza aonde não tem, muito bem.
Vejo beleza na beirada dos esgotos. Se tem planta, tem vida.
Vejo beleza nas sarjetas e nos mendigos deitados. O coração deles ainda bate, apenas bolsos e estômagos encontram-se vazios.
Enxergo o cheiro da rua molhada, sinto o gosto do cheiro da fronha lavada.
Vejo a beleza do brilho no olhar que aquela senhora leva.
Não dou boa tarde, mas gostaria de me sentar ali do lado... E saber como ela veio parar aqui.
Parar ali... Naquele ponto de ônibus, sacola na mão, tão solitária...
Escuto o som da lombriga na barriga do menino, se contorcendo, quando vê um doce...
Toco o som que os passarinhos fazem na minha janela.
Beijo o som dos passarinhos na minha janela.
Sinto cheiro de café.
Forte.
Preto.
Café fraco para mim é chá.
Adoro chá.
Mas chá é chá.
Quando tomo café, quero tomar café.
Gosto de enxergar as cores, gosto de saber por que estão ali.
Não gosto de passar pela vida assim, sem por que.
Gosto de encontrar emoções nas razões.
Vejo vida aonde já morre.
Vejo porre em gente sã.
Vejo graça aonde não pode.
Vejo beleza, aonde não tem.
Quero vida, cor, textura, amor.
Quero cheiro, gosto, toque
Quero música, não ibope
Quero VERDADE
HUMILDADE
SIMPLICIDADE.
Quero verdade.
As coisas simples da vida.
A vida, em si.
Coisas acontecem o tempo inteiro, coisas acontecem sem fim.
Perdemos tanto, guardamos tão pouco...
Folhas caem no outono e enfeitam as calçadas.
Flores nascem na primavera e enfeitam os ipês.
Passamos de carro, tão rápido...
Vemos o que nos mostram. Não procuramos mais pela beleza.
Beleza em um gesto que, de tão sutil, passou despercebido...
Beleza em uma brisa que, de tão sutil, passou despercebida...
Beleza na sutileza. Beleza humilde, natural, pequena.
Poderia ter sido assim
Eu deveria ter dito isso
Não deveria ter feito aquilo
Amanhã eu mudo
Amanhã eu estudo
Amanhã eu te conto
Amanhã fico pronto
Amanhã
Amanhã
Amanhã
Amanhã
Acabe com isso! Olhe para sua vida.
Que é só mais uma vida, mas continua sendo a sua.
Sua vida sentada na fila do SUS.
Sua vida sentada atrás de uma tela que pisca e fala.
Sua vida, impaciente, no semáforo.
Sua vida, tão perdendo a cor, parando.
Sua vida, tão linda, esperando.
Sua vida esperando para ser vista.
Vá até aonde o vento bate.
Que esse lugar tenha a grama bem verde!
Estenda uma esteira.
Bagunce o cabelo, tire os óculos, os sapatos, a camiseta.
Leve lembranças com você, leve você com você.
Escute. Faz barulho.
Sinta! Tem cheiro.
Toque, toque agora o seu sorriso.
Sinta agora sua felicidade.
Com tão pouco...
Tem gente! Tanta gente...
Tem gente com o nosso rosto.
Gente que confiamos de graça.
Gente com o nosso jeito.
Amigo do peito.
Gente que precisa de tempo para ser gravada.
Gente que basta um sorriso, mais nada.
Gente que precisa de tempo para ser cultivada.
Gente que basta ser gente, mais nada.
Tem gente como a gente
Gente diferente
Tem gente.
Tanta gente...
Somos tão pequenos, tão metidos, tão a gente.
Tão nós mesmos, tão cheios de orgulho, tão nos nossos umbigos.
Tão nos umbigos de quem a gente quer ver.
Tão nos umbigos de quem a gente quer ter.
E por aí, tanta gente...
Diferente, igual, semelhante. Tanto faz.
Muita gente.
Brota gente!
Países.
Religiões.
Crenças.
Deuses.
Tem o outro lado do mundo.
Pasme: Do outro lado tem gente!
Tem visão,
Tem tribo,
Tem japonês,
Tem árabe,
Tem paquistanês,
Tem americano,
Tem russo,
Tem africano,
Tem brasileiro metade italiano,
Meio português,
Miscigenação.
Tem judeu,
Tem alemão.
Tem criança,
Tem Esquimó.
Gente velha,
Gente albina,
Gente amarela.
Tem um maluco,
Para tudo.
Tem casa,
Tem cara,
Tem forma,
Tem cor.
Pele,
Pulmão,
Coração.
Tem preconceito: Tem opinião sem conceito.
Tem naturalidade,
Nacionalidade,
Controle de natalidade,
Seres-humanos.
Tem política,
Capitalismo,
Governo,
Fronteira,
Barreira,
Gente em conflito,
Guerra entre povos.
O povo para guerriar.
E você?
Só será importante quando citado em massa,
Meros dados do IBGE...
E ainda se olha no espelho como se fosse o centro do mundo.
O centro de tudo!
O centro de toda essa gente!
Creio que não.
Gente que confiamos de graça.
Gente com o nosso jeito.
Amigo do peito.
Gente que precisa de tempo para ser gravada.
Gente que basta um sorriso, mais nada.
Gente que precisa de tempo para ser cultivada.
Gente que basta ser gente, mais nada.
Tem gente como a gente
Gente diferente
Tem gente.
Tanta gente...
Somos tão pequenos, tão metidos, tão a gente.
Tão nós mesmos, tão cheios de orgulho, tão nos nossos umbigos.
Tão nos umbigos de quem a gente quer ver.
Tão nos umbigos de quem a gente quer ter.
E por aí, tanta gente...
Diferente, igual, semelhante. Tanto faz.
Muita gente.
Brota gente!
Países.
Religiões.
Crenças.
Deuses.
Tem o outro lado do mundo.
Pasme: Do outro lado tem gente!
Tem visão,
Tem tribo,
Tem japonês,
Tem árabe,
Tem paquistanês,
Tem americano,
Tem russo,
Tem africano,
Tem brasileiro metade italiano,
Meio português,
Miscigenação.
Tem judeu,
Tem alemão.
Tem criança,
Tem Esquimó.
Gente velha,
Gente albina,
Gente amarela.
Tem um maluco,
Para tudo.
Tem casa,
Tem cara,
Tem forma,
Tem cor.
Pele,
Pulmão,
Coração.
Tem preconceito: Tem opinião sem conceito.
Tem naturalidade,
Nacionalidade,
Controle de natalidade,
Seres-humanos.
Tem política,
Capitalismo,
Governo,
Fronteira,
Barreira,
Gente em conflito,
Guerra entre povos.
O povo para guerriar.
E você?
Só será importante quando citado em massa,
Meros dados do IBGE...
E ainda se olha no espelho como se fosse o centro do mundo.
O centro de tudo!
O centro de toda essa gente!
Creio que não.
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