sexta-feira, 26 de agosto de 2011

(Desss)cálculo

 Fico por aqui, decidida.
 Decidi: Cansei.
 Parei.

 Larguei mão
 De adição
 divisão 
 Multiplicação
 Encheção

 O exato só vai na marra ou na reza
 E as vezes não vai

 Por isso me canso
 Nem tento
 Não quero
 Também não preciso.

 Cada um na sua!
 Só sei que não vou morrer calculando
 Pensando na trajetória da queda
 Quando sentir meu corpo pesando
 Me tire de cena que toda carne é só pedra...

 Afinal, cada um que cuide do seu
 Cada um que saiba o que quer...

 Eu,
 Duvido do exato.
 Paro no mistério.
 Duvido de olhares exatos.
 Paro no seu mistério.

 Admiro o escuro, o medo e o impalpável.
 O medo do impalpável então... Me fascina.
 Desconfio da luz
 De ver e tocar.
 Provas,
 Leis
 Fórmulas
 JAMAIS serão o suficiente para mim.

 Gosto de olhares atentos, focados, com tempo.
 Gosto de gente se preocupando com detalhes.

 Não tenho medo de perder o meu tempo.
 Me dá tremedeira o termo "frio e calculista"
 Gente que olha o relógio o tempo todo...

 Passo nem perto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Do vento

 Me assustei ontem ao limpar uma lágrima. Chorei em pó.

 Eu... Sequei.

 Se alguém assoprar eu desmonto
 Vou por aí

 Feito cinza no vento
 Virei cinza do vento.

Sobre sair daqui

Um dia eu estarei do lado de lá
E o vento soprando metido
Embalando filosofias de um outro camarada
Levará consigo o sabor do meu perfume

 (tão livre quanto doce).