Quando eu preciso de um pouco mais de mim
Não me aproximo do espelho, mas do escuro.
Na escuridão das cenas
Das ruas
Dos poemas...
Espelhos são rasos
Maquiando a sua baixa estima
Deixando tantos rostos ralos
Tão mais ralos... Mais ralos ainda
No escuro, no medo do palpável
Gente tão pequena torna-se inflamável
E toda alma antes escondida
Aparece
Esconde a carne e mostra a vida
O escuro nos torna
Carne, osso
E alma.

Nenhum comentário:
Postar um comentário